Em artigo anterior tinha mencionado que em São Paulo, durante a minha estadia tinha lido bons livros e até mencionei o Livro do Ex-presidente Fernando Henrique "A SOMA E O RESTO - UM OLHAR SOBRE A VIDA AOS 80 ANOS', onde recomendei e recomendo a sua leitura. Mas li um outro livro que também recomendo que é do senhor Eike Batista, cujo título é" O X DA QUESTÃO". Este livro apresenta a trajetória do maior empreendedor brasileiro, tem como autor do prefácio, um dos homens mais inteligentes do nosso país, o senhor Eliezer Batista que por sinal é o pai do autor. Logo no inicio da leitura, o senhor Eliezer, diz: "Para os pais , o filho é a soma de todas as virtudes", ele tem total razão, tiro por mim onde também sou grande admirador dos meus filhos que tanta alegria tem me proporcionado nas áreas em que escolheram atuar.Mas adiante nos diz: " Uma boa forma de ir além do possível é marchar na direção do impossível". Onde afirma que o seu filho, nunca se diexou seduzir pelo atalho das falsas facilidades. Enaltece a perseverança e sua inteligência no ramo dos négocios, mas sempre enfatizando a importância da educação que a sua esposa a senhora Jutta ( A senhora Jutta tinha uma forma bastante especial de motivar nossos filhos. Ela dizia que todos deveriam ser melhores do que o pai) dedicou na formação dos seus filhos é bom lembrar que todos os outros também são bem sucedidos nas atividades que desenvolvem.Diz Eliezer que o filho levou ao extremo o aforismo de Fernando Pessoa que diz:"O homem é do tamanho de seu sonho e, desde cedo que começou a sonhar. Eike nunca mais parou de crescer". Uma coisa que me tocou profundamente, foi quando ele comentou que:"Nesta sinuosa contabilidade da vida, um pai só pode publicar o seu balanço após a divulgação das demonstrações de seu filho. São as conquistas do filho que atestam o êxito do pai". Aqui faço um paralelismo, sou realmente um homem muito feliz, os meus filhos também embora não tenham ficado milionários mas são realizados nas profissões que escolheram e fico feliz também em ter sido ultrapassados por eles que representa a minha maior conquista. A Eliezer quero parabenizá-lo pelo sucesso dos seus filhos e que Eike continue cada vez mais empreendendo, gerando riqueza, renda e emprego a muitos brasileiros. Mas a importância desde livro que aconselho a todos os meus leitores a lerem, está na forma como foi gerado, uma linguagem simples e bem pontual e um poder de síntese extremamente elevado. O que me chamou atenção é o modelo de gestão desenvolvido e aplicado até hoje nas empresas do Eike que é o modelo de" Gestão Integrada do Território", que não contempla apenas o perímetro ocupado por determinado empreendimento, mas todo o seu entorno. Os limites se expandem. Segundo o autor diz que: "A visão 360º graus é minha bússola, e quero agora compartilhar um pouco do instrumental téorico que serve de guia nos diversos negócios. Acredito que o empreendedor deve perseguir uma visão multidisciplinar, que proporcione clareza em relação a todos os procedimentos.Visão 360º graus é observar o entorno jurídico, político, financeiro, ambiental, social, humano, logístico, mercadológico e operacional". Segundo Eike, identifica nove áreas ou nove tipos de engenharia:" engenharia de pessoas, financeiras, jurídica, política, logística, ambiental e social, de comunicação, de saúde e segurança, além da própria engenharia da engenharia. Elas regem a órbita do mundo dos negócios no Grupo EBX". Vejo neste livro, um instrumento muito interessante para ser utilizado nas disciplinas de empreendedorismo e economia, onde lições de vida de um grande empreendedor são relatadas de forma simples que muito irá ajudar no raciocínio dos nossos estudantes, para serem debatidos em sala de aula.Mas adiante diz o autor:" O investidor tem todo o direito de duvidar de si mesmo antes de dar início a um negócio. Mais do que isso: ele deve exercitar a dúvida como aliada e conselheira. Também afirma:não existe perfeição no mundo dos negócios. Eu não aspiro à perfeição. Aspiro ao êxito". Finalizo, parabenizando este grande brasileiro, pelo seu êxito no ambiente de negócios e cada vez mais as suas empresas se desenvolva mostrando ao mundo o que um brasileiro é capaz e ao mesmo tempo chamo a atenção dos meus pares que utilizem este livro como guia em sala para estimular os nossos alunos que tudo é possível é só uma questão de estar atento a novas oportunidades e de estar preparado para enfretar os novos desafios que acontecem a todo instante.Segundo Eike, acomodação é palavra que não deve figurar no dicionário de um empreendedor.Parabéns Eike Batista.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
2012
Iniciamos o ano de 2012 na esperança que a economia brasileira mantenha um crescimento aceitável diante do quadro internacional extremamente instável, principalmente na Europa e EUA, com a crise da dívida. Dentro deste ambiente, com certeza o crescimento da produção mundial será menor e isso terá implicações com a nossa economia, somos um país exportador de commodities e a tendência é de seus preços caírem afetando o financiamento externo. O governo brasileiro tem tomado uma serie de medidas para suavizar a crise internacional em nossa economia. Diminuiu a taxa básica da economia em 0,5%, hoje a Selic encontra-se com uma taxa nominal de 10,5% a.a. se descontada a inflação prevista para 2012, tendo como centro da meta de 4,5% a.a. teremos uma taxa real ao redor de 5,74% uma das maiores do mundo. O Banco Central como sabemos tem como objetivo maior, colocar a inflação na meta estabelecida pelo governo e preservar a estabilidade do sistema financeiro. Vale mencionar que o Banco Central tem metas para a inflação e não trabalha com metas para a taxa de juros e nem para o crescimento. Se a risco para a inflação, a taxa de juros sobe e se o risco for para o crescimento, assegurada a estabilidade, a taxa de juros cai. No meu entender, acredito que o país crescerá no ano em torno de 3,5 % a 4,5% dependendo de como se comportará a economia mundial. Voltar-se para o mercado interno, estimulando crédito, aumento do emprego e renda e confiando nas reservas internacionais e nos depósitos complusórios como forma de estimular a economia é aceitável até certo limite. É preciso caminharmos para fortalecer a transição da nossa economia baseada hoje em commodities para uma economia intelectual. Isto leva tempo, é necessário ampliar o estimulo a educação de qualidade em toda a sua cadeia, melhorar a distribuição de renda(possuímos uma das piores distribuição de renda do planeta), inovação, criatividade, reduzir as dificuldades das empresas brasileiras frente a uma tributação excessiva e uma ausência de infraestrutura, diminuir a burocracia, avançar nas privatizações em áreas criticas onde o governo não tem condições de manter qualidade nas suas atividades e estimular o ingresso de capitais externos no setor produtivo. Lembrando que uma economia forte exige uma indústria forte, estamos assistindo nos últimos anos um declínio na participação da indústria no PIB, não podemos deixar de criar empregos, renda e tecnologia em um setor extremamente importante para qualquer nação. Determinadas relações comerciais precisão ser revistas, ter um consumo em massa aqui e lá possuir uma produção em massa e um consumo em massa este modelo é insustentável a médio prazo é preciso reavaliar esta situação principalmente com a China, grande parceira neste modelo agromineral, mas nas relações industriais as perdas brasileiras são significativas. O que vai acontecer em 2012 dependerá em parte da situação externa de dar sinais de retomada ao crescimento e de nossa capacidade de elaborar um Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Coerente para a nação brasileira.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Retornando
Caros amigos, retorno aos meus artigos após merecidas férias. Nos últimos vinte e poucos dias, quinze deles passei em São Paulo, cidade que a cada ano mais admiro, tenho uma relação muito forte com aquele Estado, até por que estudei durante quase três anos na cidade de São José dos Campos, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no programa de pós- graduação, que foi extremamente rico para a minha formação. Além do mais, ser hospede na casa de um filho maravilho e de uma nora que adivinha os meus pensamentos e que procuram de todas as formas me agradar, tornando a minha estadia em momentos inesquecíveis, lembrando que no próximo mês nasce o meu primeiro neto homem, que se chamará Pedro, aguardo ansioso este dia que com certeza me fará muito feliz. Passiei muito, foi a bons restaurantes, livrarias, li bons livros, fui a shoppings e casa de shows, que não conhecia como CREDICARD HALL onde assisti a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, extremamente gratificante, onde juntamente com o meu filho demos uma bela tapa em um bom Whisky, noite memorável. No período de 03\01 à 08\01\2012, viajei de São Paulo e fui com minha esposa conhecer a Argentina, precisamente a cidade de Buenos Aires. Nunca tinha visitado um país da América do Sul, embora tenha indo a América do Norte, Canadá e Europa. Fiquei surpreso, a cidade me encantou, limpa, arquitetura que lembra a Europa, ruas largas, comércio efervescente, em alguns bairros, como Recoleta, Palerno, Boca, Flores e o próprio centro da cidade. Buenos Aires lembra São Paulo em alguns aspectos, só em escala menor. Povo educado, possuidor de uma educação de qualidade , trabalhador, uma politica turística forte, onde atualmente os brasileiros tem uma presença marcante, principalmente por nossa moeda ser mais valorizada que a deles. Boas lojas, livrarias, música excelente(tango) e ótimos restaurantes em áreas vitalizadas como o Puerto Madero, vale a pena conhecer.Problemas, eles tem, visualizei favelas, um comércio informal muito forte e um nacionalismo extremado. No aspecto político com quem conversei, pessoal do hotel e taxistas, quando perguntava pelo governo da Cristina eles diziam como resposta: mais ou menos. O que pude perceber é que nos argentinos, o passado tem um significado muito forte e me parece ser maior do que o futuro. Essa minha constatação, confirma o que o Ex-presidente Fernando Henrique diz em seu livro, A SOMA E O RESTO - UM OLHAR SOBRE A VIDA AOS 80 ANOS, livro excelente e sugiro que leiam, um livro rico,em conhecimento sobre sua vida, sua visão de futuro não só da América latina como do mundo, recomendo a todos os meus leitores, não vão se arrepender, leitura agradabilíssima. Diz o nosso ex- presidente: " O peronismo é um fenômeno muito particular. Todos ou quase todos na Argentina se dizem peronistas. O peronismo teve significado no passado. Hoje não significa mais nada. A pergunta que mais me intriga é por que não surgiu algo novo na Argentina". Mais adiante diz o mestre: "O padrão educacional da Argentina é de alta qualidade. Lá existe uma classe média de verdade. Mas isso não se traduziu num processo de fortalecimento das instituições republicanas". Realmente,o relacionamento do atual governo, com os meios de comunicação, principalmente, com o os dois principais jornais do país é muito confusa. Resumindo, como bem definiu o mestre Fernando Henrique: " A classe média argentina teve medo da revolução e ficou depois assustada com a violência da ditadura.Os governos democráticos foram frágeis. A Argentina continua sendo um ponto de interrogação, e isso é vital para o Brasil. Um sólido eixo entre Brasil e Argentina é vital para a toda região". Foi isso que fiz durante esses dias, espero nos próximos artigos, possamos nos aprofundar em questões específicas e que sejam extremamente proveitosas para todos.Voltei.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Até logo
Meus caros leitores, informo que entrarei em férias e apartir da segunda quinzena de Janeiro de 2012, retornarei as minhas atividades acadêmicas de poder apresentar as minhas opiniões no mundo social, político e econômico. Agradeço a todos que me visitaram na esperança de que os meus artigos tenham contribuído para alimentar o debate e ao mesmo tempo ampliar as nossas visões e reflexões sobre o que acontece em nossas vidas. Os seus comentários foram extremamente ricos para que eu pudesse cada vez mais aprimorar os meus conhecimentos e muito me ajudaram. Desejo a todos um feliz natal e um ano novo cheio de realizações e felicidades. Repasso, uma mensagem do senhor Francisco Cândido Xavier, que muito me tocou e que espero de alguma forma que contribua para uma reflexão de cada um de vocês neste final de ano. "Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo sabendo que as rosas não falam...Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro poderá não ser tão alegre...Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos dolorosa...Que eu não perca os grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles podem acabar indo embora de nossas vidas...Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer ou retribuir...Que eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia...Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que as pessoas que eu amo podem não sentir o mesmo sentimento por mim...Que eu não perca a luz e o brilho, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo poderão escurecer meus olhos...Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas...Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo correndo o risco de ser o prejudicado...Que eu não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...Que eu não perca o amor por minha família, mesmo sabendo que ela, muitas vezes, poderá me exigir esforços incríveis para manter a sua harmonia...Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado...Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...E acima de tudo...Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!E que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um de nós é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois...A vida é construída nos sonhos e concretizada no amor!" Que Deus abençoe a todos.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Competitividade
É inegável as mudanças ocorridas no ambiente de negócios após a implantação do Plano Real, obrigando as empresas a adotarem uma série de medidas com o objetivo de se tornarem mais competitivas. No ambiente interno, onde prevalecia a proteção, passou a enfrentar os desafios da concorrência, o que a levou a necessidade de buscar de forma permanente ganhos de produtividade. Esse desafio provocou uma mudança nos objetivos das empresas em torno de seu negócio principal ou core business, onde passou a prevalecer a teoria do comércio internacional, que diz: "direcionar esforços nos bens em relação aos quais se tem maior vantagem comparativa". É visível os ganhos de produtividade nos processos de fusões e aquisições que ocorreram de forma generalizada na nossa economia. Ao mesmo tempo observamos que a abertura da economia que estimula a concorrência produz a concentração em função da busca da escalabilidade para se tornarem mais competitiva em nível global. O mercado de trabalho passou por uma mudança significatica, principalmente nos setores financeiro e industrial. Primeiro pela redução da inflação que provocou o fim das receitas bancárias, obrigando a elaborarem um forte ajuste, tornando o setor extremamente concentrado e gerando um forte desemprego, o mesmo ocorrendo com o setor industrial quando ficou exposto a concorrência externa e perceberam que não tinham condições de competir, justamente pela ausência de eficiência nos seus processos produtivos. Muitos economistas criticam o processo de inserção internacional do Brasil, afirmando que o país promoveu a abertura comercial, mas o sistema que as empresas operam é típico de uma economia fechada. Realmente a presença do custo Brasil, provoca que as empresas operem em condições de desigualdade frente as estrangeiras. Possuímos internamente custos que são facilmente visíveis:(juros elevados, tributação excessiva, ausência de infraestrutura e elevados encargos sociais).Dai a necessidade das reformas que tanto comento em meus artigos : "Tributária, trabalhista, previdenciária e política". O professor Antonio Evaristo Teixeira Lanzana da USP, que escreveu um livro extremamente rico cujo título é "Economia Brasileira- Fundamentos e Atualidade, onde fui seu aluno no MBA de Altos Gestores promovido pela USP-FIA, 2001, afirma que, segundo estudos desenvolvidos pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe-USP), a globalização, de uma forma geral, e a experiência brasileira com o Plano Real deixam lições importantes para o país. Em primeiro lugar, é importante destacar que a globalização é uma realidade e não uma escolha, tem vida própria e independe dos governos.Portanto, participar do processo não é uma opção; na realidade, a estratégia dos países precisa ser dirigida no sentido de alavancar o desenvolvimento, aproveitando as oportunidades geradas pelo processo. Segundo lugar, vale observar que os custos de transição são inerentes a passagem de uma economia fechada e com elevadas taxas de inflação para uma economia mais aberta e com estabilidade, no contexto do processo de globalização. Em terceiro lugar, é que a globalização gera novas oportunidades mas impõe custos extremamente crescente a países que adotam políticas domésticas inconsistentes.Em nenhum outro período da história recente, os fundamentos da economia foram tão destacados.A livre movimentação dos fluxos de capitais financeiros e o crescente investimento direto externo, que podem se constituir em importantes estímulos do processo de desenvolvimento econômico, serão ancorados nas economias em que há confiabilidade. Esses fluxos( quer financeiros, quer de investimentos de risco) não tenderão a migrar dos países, se a política econômica for estável e consistente, e, por consequência, criar perspectivas favoráveis de expansão. Mais adiante afirma o professor:Adoção de políticas macroeconomicas consistentes é condição necessária para manter a atratividade do país tanto para o capital financeiro internacional com, e principalmente, para o capital de risco.Afinal, um país com limitações de poupança interna não poderá prescindir da poupança externa, e, ainda, da necessidade de ter acesso às inovações tecnológicas. A adoção de uma política macroeconomica que garanta a estabilização (inflação controlada e equilíbrio no setor externo) é uma condição necessária, mas não suficiente, para acelerar o ritmo de crescimento do PIB brasileiro. A longo prazo, não há como atingir esse objetivo sem significativa elevação da taxa de investimento do país. Logo, precisamos acelerar as reformas com o objetivo de gerar os empregos necessários da população economicamente ativa e estimular um mercado interno que garanta prosperidade contínua as famílias brasileiras ou melhor ao nosso país.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Estímulo ao Consumo
Recentemente o governo através da política fiscal e monetária baixou uma série de medidas voltadas para ampliar o consumo interno, ( redução da taxa básica da economia- SELIC, diminuição da carga tributária em alguns setores da economia, facilidade no crédito e eliminando restrições ao consumo de bens duráveis). A crise internacional, que já chegou ao nosso país e que deverá prolongar-se por falta de uma decisão política nos países ditos ricos, sinalizou a necessidade dessas medidas como forma de mantermos o nível de consumo e emprego interno. O consumo possui características próprias, é na realidade o principal componente da despesa interna, é o mais firme de todos os fluxos e depende da renda disponível. Para Keynes, na sua teoria da demanda do consumo, existem fatores subjetivos e objetivos que podem definir uma política de demanda expansionista ou contracionista. No início do governo Dilma o uso dos instrumentos da política fiscal e monetária estavam voltadas para a contração da demanda tendo como objetivo maior o combate a inflação que dava sinais de extrapolar as metas estabelecidas. Com o agravamento externo, houve uma reversão na condução da política fiscal e monetária.Segundo Keynes, os fatores subjetivos refletem preferências psicológicas onde as pessoas são estimuladas a consumir mais pela influência da propaganda, por atrativos do bem ou serviço ou pela expectativas dos níveis de preços. A classe média é a mais afetada em virtude do seu desejo de ascensão social.Os fatores objetivos, que podem estimular ou reduzir o consumo podemos citar: a distribuição de renda, no momento em que as disparidades da sinais de diminuição há uma tendência natural em se consumir cada vez mais, o melhor exemplo é este momento que estamos vivendo, uma nova classe social surgiu em razão direta do aumento de renda disponível; política fiscal e monetária do governo, sua influência é retratada nas alterações que foram feitas nos tributos diretos e indiretos. É notório a influência da taxa de juros no comportamento do consumo do brasileiro já que temos um dos maiores custos financeiros do mundo; o crédito, como se sabe está diretamente relacionado a política de juros que o governo adota, uma expansão nos prazos e redução das taxas de juros levam a aumentos no consumo; pagamento de dividendos, participação nos lucros, premiação pelas metas atingidas e redução da retenção de lucros por parte das empresas também levam a aumentos do consumo e finalmente a inflação, que naturalmente sua existencia provoca perda constante e crescente do poder aquisitivo do trabalhador, no primeiro momento pode até aumentar de forma desorganizada o consumo, mas prejudica fortemente ao planejamento global e ao próprio desenvolvimento econômico. A economia brasileira, que se organiza em torno dos mercados e com a presença marcante do estado em muitas atividades econômicas, mesmo nos últimos anos promovendo a concorrência, a inovação, criando uma atmosfera positiva, em que os horizontes são claros, a macroeconomia previsível, celebrando o empreendedorismo, privatizando vários setores da economia e fortalecendo o mercado de capitais o elemento de maior estímulo ao consumo ainda é determinado pelas medidas governamentais.
domingo, 27 de novembro de 2011
Transposição de Águas do Rio São Francisco
Graciliano Ramos, publicou em 1938 um romance intitulado "Vidas Secas", onde relata um sentimento profundo pela terra nordestina, justamente onde ela é mais áspera, cruel e dura, sem no entanto, deixar de ser amada pelos que a ela estão vinculados. Os personagens deste romance se movimentam dentro de um ambiente hostil, tendo como marca principal o fenômeno da seca. O senhor Aluízio Alves, ex-governador do Rio Grande do Norte já falecido, quando ministro da integração nacional, apresentou a sociedade brasileira um projeto de grande alcance nacional, elaborado nos anos 80 do século passado onde mostrava que a transposição de águas resolveria definitivamente as trágedias das secas e permitiria o surgimento do progresso e do bem estar da população dos estados : (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco), tão sofrida e marginalizada durante tantos anos. Faz muito tempo que não tenho notícias deste projeto em que estágio se encontra, o que já foi feito e o que falta fazer para proporcionar o progresso e minimizar as dores e os sofrimentos que tem passado esse povo forte e resistente que é o nordestino. Classifico como um projeto portador de futuro para a macro região do nordeste. Este projeto se enquadra dentro de um programa com múltiplas ações, que vão desde os investimentos para o uso hidroagrícola aos investimentos no homem da região, criando a oportunidade de não serem tangidos como gado do seu ambiente, tendo que ir buscar a sua sobrevivência em terras desconhecidas, que em nada contribuirá para a sua libertação. Pelo contrário sendo discriminado e humilhado de forma vergonhosa nas regiões ditas desenvolvidas, por pessoas insensivéis ou melhor imbecilizadas. O projeto abrange desde a transposição, medidas de regularização fundiárias, eletrificação rural, ações de educação e saúde, além de um plano de desenvolvimento tecnológico e estudos de avaliação dos impactos ambientais.Só resta a nós nordestinos, nos unirmos independentemente de posições partidárias, para que este projeto realmente seja executado o mais rápido possível. Caso contrário, os futuros historiadores terão dificuldades em explicar como foi possível chegar-se ao final do século XX e iniciarmos o século XXI, sem nenhuma política para reverter definitivamente este quadro miserável que a cada ano a situação econômica e social da região do semi-árido do Nordeste só faz piorar e já romanceada em Vidas Secas.
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